O estudo da evolução estilística das esculturas feitas no Brasil entre os séculos XVII e XIX ainda é bastante incipiente, em virtude da falta de uma documentação mais abrangente sobre as características dos artistas que atuaram no país no período e da dificuldade para se detectarem as peculiaridades de cada região e suas respectivas fases de produção.

Mas, graças ao conhecimento de obras das escolas tradicionais da escultura brasileira – como as da Bahia, de São Paulo e Pernambuco, conhecidas e amplamente divulgadas por meio de exposições e/ou publicações de museus –, foi possível traçar a metodologia que orientou a realização do presente inventário, referente à coleção de imagens de Sant'Ana da colecionadora mineira Angela Gutierrez.

Por outro lado, as referências obtidas junto a estudiosos do tema, como Orlandino Seitas Fernandes, Jair Afonso Inácio e Eduardo Etzel, possibilitaram uma compreensão mais detalhada das variações estilísticas específicas da arte escultórica produzida no Brasil. Estabeleceram-se, nesse contexto, as regras que determinaram a padronização das épocas e dos estilos em que as peças foram confeccionadas.

 



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